(Corrigida) As máquinas assembladas localmente, os leilões e downloads na Internet justificam o acrescento de 10% que a Assoft - Associação Portuguesa de Software faz aos números divulgados no início de Maio para a pirataria de software em Portugal. Pelos cálculos da associação, em vez dos 42% contabilizados pela Business Software Alliance devem ser considerados 52% como taxa real de cópia em Portugal.

Os números globais da pirataria tinha já sido noticiados pelo TeK na altura da divulgação do relatório da BSA, que mostra que a taxa média de pirataria no mundo aumentou 3 pontos percentuais em 2008, situando-se nos 41%, apesar das melhorias registadas em grande parte dos países.

Em Portugal foi verificada uma redução de 1 ponto percentual na taxa de pirataria em relação ao ano de 2007, mas, tal como aconteceu a nível global, os valores das perdas financeiras associadas à cópia ilegal de software aumentaram para 212 milhões de dólares, o que corresponde a mais de 150 milhões de euros.

Manuel Cerqueira, Presidente da Direcção da Assoft, defende que "é preciso termos uma noção clara sobre o facto de a pirataria de software afectar de forma decisiva esta indústria. As proporções que o fenómeno atinge são tais que os prejuízos que advêm desta prática são em muito superiores à riqueza que esta indústria é capaz de gerar”.

Em Janeiro a BSA publicou um estudo onde demonstra que a redução da pirataria de software pode gerar centenas de milhar de novos empregos e milhões de euros em crescimento económico.

Para Portugal, a Assoft estima que uma redução da cópia ilegal pode "facilmente gerar receitas de mais de 450 milhões de dólares, mais 400 novas oportunidades de trabalho de alta especialização e um volume adicional de cobranças de impostos num valor superior a 50 milhões de dólares”.

Alguns destes números já integravam um estudo divulgado no ano passado pela Assoft, que baseava o cálculo na redução em 10% da taxa de pirataria e estendia os efeitos na indústria até 2012.

Nota da Redacção: [13:17] A notícia foi corrigida no valor de conversão para euros das perdas estimadas pela cópia ilegal em Portugal. Por lapso tinha faltado um 0 aos 150 milhões de euros.