Desde o dia 22 que a cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, foi vítima de um poderoso ataque de ransomware. Apesar da infraestrutura principal da cidade não ter sido afetada, os cidadãos ficaram impedidos de aceder a diferentes sistemas online, tais como o pagamento de bilhetes e aplicações para serviços de água, entre outros bloqueios. Os sequestradores cibernéticos exigiam 51 mil dólares em bitcoins para libertar os computadores do município.

A Microsoft e a Cisco juntaram-se ao FBI e ao Departamento de Segurança Nacional para investigar a origem dos ataques, mas foram necessários cinco dias para os sistemas voltarem à normalidade. Apesar da ordem para os funcionários voltarem a ligar os computadores e impressoras, é esperado que algumas máquinas ainda estejam afetadas durante a recuperação.

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Não foi tornado público como é que os atacantes ganharam acesso aos sistemas da cidade ou se as exigências foram pagas, com o Mayor da cidade, Keisha Lance Bottons a referir que o ataque foi uma “situação de refém”. Os especialistas afirmaram ao TechTarget que a fraca higiene digital poderá ter sido uma das causas do ataque e que as atualizações críticas de segurança eram feitas mais de um mês após serem disponibilizadas pela Microsoft.

Os investigadores de cibersegurança referem que à medida que as chamadas cidades inteligentes se desenvolvam e se tornem mais interligadas e suportadas pela internet das coisas, estes ataques de ransomware poderão ser mais comuns no futuro. São muitos os alvos sensíveis que podem ser afetados na infraestrutura das cidades, mas o acesso a informação sensível, como registos criminais e impostos podem abalar o sistema digital das cidades.

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