A audição de Ângelo Paupério, ontem na Comissão de Inquérito que avalia o funcionamento da Fundação para as Comunicações Móveis, foi polémica e para os deputados da oposição ajudou a confirmar as suspeitas de que o Magalhães e a JP Sá Couto foram escolhas do Governo.



Na sequência da audição, Pedro Filipe Soares, deputado do Bloco de Esquerda, apresentou um requerimento para uma nova audição do ex-ministro Mário Lino, um desejo que ainda terá de ser votado pela comissão para se saber se será ou não aprovado.



Segundo o Jornal de Negócios, o deputado considerou que as declarações de Mário Lino "evidenciam uma série de contradições com a documentação disponível e com outros depoimentos realizados", o que na sua perspectiva justifica uma nova audição.



Uma das contradições entre as declarações do ex-ministro e as do presidente da Sonaecom está no cumprimento das contrapartidas que os operadores deviam encaminhar para os programas ao abrigo do e-iniciativas.



Mário Lino havia afirmado que os operadores já tinham cumprido as obrigações assumidas nesta área. O presidente do grupo nortenho disse ontem que se o e-escola continuar a Optimus tem mais 70 milhões de euros para gastar.



"No acordo que foi assinado com o Governo referíamos que pudesse haver investimento de até 115 milhões de euros. No âmbito desse programa terão sido realizados menos de 50 milhões de euros de investimento", dizia o gestor, citado pelo Diário Económico.



Ângelo Paupério também disse que não havia no mercado outro computador, para além do Magalhães, que satisfizesse todos os requisitos definidos para o e-escolinha e que a FCM é devedora à Optimus de 9 milhões de euros, um valor ao qual ainda têm de ser acrescentados juros.



Hoje é ouvido o presidente da Vodafone, António Coimbra.

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