A gestão das cidades é um dos focos das soluções da Compta que há cerca de 5 anos começou a desenvolver produtos próprios na área das Smart Cities e Industries e que desde então tem vindo a crescer nesta área. O ambiente, eficiência energética e agricultura estão na linha das novas apostas da tecnológica portuguesa que já não quer ser apenas um integrador.

“É um caminho duro, um desafio, mas é a única forma de fugir ao tradicional mercado de integração”, explicou ao SAPO TEK Jorge Delgado, CEO da Compta, afirmando que depois de 40 anos na integração tradicional esta aposta está a dar resultados positivos.

A aposta na terceira plataforma tecnológica, em que o enfoque passa a estar centrado no valor ao cliente, levou à identificação de três áreas de negócio, o ambiente, energia e florestas e “tivemos o atrevimento de pensar fora da caixa”, justifica. “Hoje temos mais de 60 pessoas dedicadas a fazer produto”.

O Bee2Waste é um dos produtos desta oferta e já está implementado em vários mercados, entre os quais Portugal e o Brasil, gerando cerca de um milhão de euros de receita. Mas a ideia é continuar a impulsionar a sua adopção e multiplicar por 5 a faturação com a solução de gestão de resíduos urbanos.

“Em Portugal lideramos na gestão de resíduos sólidos cobrindo 350 mil residências em Lisboa, Abrantes, Viseu e alguns municípios do Alentejo”, adianta o CEO da Compta, que afirma que o desafio está agora na internacionalização da solução.

Para já a Compta conseguiu colocar o Bee2Waste numa das melhores “montras” de soluções de IOT no mundo, o Watson IoT Center da IBM em Munique, onde pode ser vista por clientes e parceiros da multinacional em todo o mundo. “Não começámos o processo pela IBM mas no fundo a relação que temos potencia isto”, refere Jorge Delgado, afirmando que hoje a Compta tem mais projetos com a IBM da Europa do que de Portugal.

O potencial das soluções de gestão de resíduos urbanos é grande e todos os municípios têm este tema em cima da mesa, conseguindo assim ter as pessoas mais felizes, cidades mais limpas e gestão de eficiência energética. As poupanças são de 10 a 20% na energia e de 20 a 40% nas operações, o que pode ser muito significativo em municípios de maior dimensão, mas também em dimensões médias ou pequenas.

Nos últimos seis meses a Compta acumulou “um pipeline de propostas muito significativo”, mas são processos de decisão longos, com implementação de projetos piloto e concursos públicos mas as expectativas são positivas.

Na área das smart cities a Compta tem ainda outras soluções desenvolvidas, como a Bee2FireDetection  para deteção de incêndios e em florestas ou em zonas industriais, e a Bee2Energy para gestão de consumos elétricos. “Especializámo-nos em alguns produtos onde temos grande know how e temos um Portugal um excelente laboratório para desenvolver as soluções e depois catapultá-las para o mercado internacional”, defende Jorge Delgado.

Um dos novos desafios é a aquacultura onde a Compta está a desenvolver uma solução com uma empresa de Aveiro e o Politécnico de Leiria e que tem um grande potencial para monitorização em tempo real das “plantações” no mar, em ambientes selecionados.

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