O município de Berlim rejeitou a proposta avançada pelo Partido Verde que apelava à migração do software utilizado nos computadores do sector público para open-source.



Durante a sessão de apresentação do projecto as autoridades da cidade reiteraram a sua preferência pela utilização partilhada de sistemas de código aberto e proprietário, por motivos económicos e de performance.



Esta decisão é contrária à vontade do governo alemão que apoia a adopção de sistemas de código aberto para todo o sector público do país como uma das medidas fundamentais para a redução de custos.



Olaf Reimann, porta-voz do Partido Verde na câmara de Berlim afirma que os representantes da cidade "não entendem" as vantagens da migração para open-source como um veículo para a "minimização de custos, de dependência da Microsoft e como forma de criação de novas pequenas e médias empresa na área das TI na região".



O mesmo político apoiou-se nos dados de um estudo recente para dizer que, se Berlim adoptasse sistemas open-source, reduziria para metade os custos em tecnologias de informação - que actualmente se fixam em 250 milhões de euros por ano.



A análise mencionada por Olaf Reimann mostra ainda os benefícios que a migração traria para a economia local, quanto mais não fosse pela redução da dependência actual das licenças da Microsoft.



O mesmo responsável fundamentou este ponto avançando o exemplo de Munique. No ano passado esta cidade começou a migrar de Windows e Office para Linux e OpenOffice. Esta mudança está a ser aplicada num parque informático de 14 mil equipamentos no âmbito do projecto LiMux (ver entrevista TeK).



Em 2002, o governo alemão e a filial da IBM no país selaram um acordo que permitia que o sector público adquirisse computadores com Linux pré-instalado a preços mais reduzidos.



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