Em 2012, o presidente Xi Jinping declarou que a intenção de tornar a China uma “super potência do vôo espacial” era uma prioridade do governo, e o país tem tentado seguir os passos das gigantes Blue Origin, SpaceX e Virgin Galactic na corrida espacial.

Desde então, e tendo em mente o objetivo governamental de colocar uma estação espacial permanente em órbita por volta de 2022, surgiram na China dezenas de empresas privadas do espaço aéreo, como ExPace, LinkSpace, OneSpace e LandSpace, e têm sido reveladas algumas tentativas para alcançar voos fora de órbita. Mas até agora nenhum deles teve sucesso.

A última tentativa terá acontecido no sábado passado, quando um foguetão Zhuque-1, desenvolvido pela startup LandSpace, não conseguiu entrar em órbita depois de descolar do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na Mongólia.

Embora não tenha adiantado muitos pormenores em relação ao incidente, o CEO da LandSpace, Zhang Changwu, terá confirmado no site da empresa que o problema teve origem numa falha na terceira etapa do lançamento. O Zhuque-1 transportava um satélite denominado “Future” e que seria responsável por transmitir uma série televisiva Cheers Science para a televisão central da China (CCTV).

Fundada em 2015, a LandSpace tinha como objetivo ser a primeira empresa privada chinesa a colocar um satélite em órbita. Após este falhanço, a empresa reforçou que foi a primeira empresa espacial privada a conseguir licença na China para o lançamento de foguetões para o espaço.

A próxima tentativa da empresa de conquistar o céu será em 2020, com o lançamento do Zhuque-2.

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