Um grupo de cientistas nos Estados Unidos acredita ter a primeira “prova direta e definitiva” de que existe gelo exposto na superfície das regiões polares lunares, o qual poderá ser usado para consumo humano em futuras expedições à Lua.

“Estas reservas de gelo podem vir a ser utilizadas como um recurso autóctone em futuras explorações da Lua”, afirmam em um relatório divulgado esta segunda-feira.

A maior parte dos depósitos de gelo foram descobertos nas zonas mais escuras e frias das regiões polares, onde as temperaturas mais quentes nunca atingem temperaturas acima de -250 graus Fahrenheit visto que, devido à muito pouca inclinação do eixo de rotação da Lua, a luz solar nunca atinge essas regiões.

Concentradas principalmente no pólo sul, numa área em que existem várias crateras, as camadas de gelo estão distribuídas de uma forma mais ampla no pólo norte.

Os investigadores utilizaram dados recolhidos pelo instrumento denominado Moon Mineralogy Mapper (M3), a bordo da nave espacial Chandrayaan-1, lançada em 2008, e projetado para confirmar a presença de gelo sólido na Lua.

Para além de recolher dados que identificaram as propriedades reflexivas do gelo, o M3 também mediu a maneira como as suas moléculas absorvem a luz infravermelha. Este passo permitiu a diferenciação entre água líquida, vapor e gelo.

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