O cometa 67-P, aquele que a sonda Rosetta está a “perseguir”, ainda está a vários milhões de quilómetros do Sol, mas já está a libertar uma quantidade significativa de gases e outros elementos.



Até agora esta foi a mistura que a Agência Espacial Europeia já conseguiu identificar: água, monóxido de carbono, dióxido de carbono, amoníaco, metano, metanol, formaldeído, sulfeto de hidrogénio, cianeto de hidrogénio, dióxido de enxofre e dissulfeto de carbono.



Alguns destes elementos podem ser convertidos em cheiros conhecidos pelos humanos. De acordo com a informação partilhada no blogue oficial da sonda Rosetta, o cometa 67-P emana um odor que mistura o cheiro a ovos podres, a estábulo de cavalo e a vinagre.



Os cheiros químicos do corpo celeste são no entanto residuais já que a maior parte da cauda do cometa é composta sobretudo por água e dióxido de carbono.



A ESA pretende fazer uma avaliação gradual da composição química do cometa à medida que se aproxima do Sol, usando depois esses dados para comparar com a composição de outros cometas. Desta forma os investigadores vão tentar criar uma relação entre a composição dos cometas e o seu ponto de origem.



No final há esperança de que possam encontrar sinais que ajudem a compreender melhor a evolução da própria vida, explica a ESA.



A sonda Rosetta e o cometa 67-P têm sido os grandes protagonistas da última metade do ano no que diz respeito à exploração espacial. Depois de ter culminado uma perseguição de dez anos, o satélite artificial já enviou a primeira imagem 3D do corpo celeste. Neste momento a ESA já escolheu o local onde vai fixar um módulo da Rosetta, na superfície do cometa, restando apenas saber o nome oficial do "Sítio J". No dia 12 de novembro faz-se mais história.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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