Os centros de dados encontram-se num ponto de ruptura, registando mais de 80 por cento da sua capacidade ocupada. A informação consta de um estudo promovido pela HP durante o mês de Agosto entre CIO de empresas da região EMEA, apresentado esta quarta-feira.

Além da falta de capacidade, o estudo mostra também a pressão sobre os responsáveis pela área de TI para a reduzir custos.

Em média, os centros de dados estão a trabalhar a 82 por cento da sua capacidade, com apenas 18 por cento de espaço livre. Considerando apenas Portugal, abrangido no conjunto de países visados no inquérito, a média baixa ligeiramente, mostrando que os data centers das empresas portuguesas estão a trabalhar a 78 por cento da sua capacidade, referiu Pedro Morais, gestor de produto de Business Critical Servers da HP, durante a apresentação do documento.

Entre os dados apurados junto dos 1.020 responsáveis inquiridos – 51 dos quais portugueses –, destaque para a necessidade de criar projectos para a alteração dos seus data centers.

Em média, 3,7 por cento das empresas diz estar a renovar as suas estruturas de alojamento e gestão de dados, enquanto 5,4 por cento pensa fazê-lo nos próximos três anos. Em Portugal a proporção passa para, respectivamente, 4,5 por cento e 5,8 por cento.

A gestão dos investimentos contínuos, assim como a necessidade de reduzir o CAPEX são considerados como os principais desafios enfrentados actualmente pelos gestores de sistemas de informação.

No prazo de três anos, a HP prevê que o número de desafios enfrentados pelos CIO – actualmente numa média de quatro – aumente, mantendo-se no entanto o enfoque na redução do CAPEX e na justificação do investimento em novas instalações, segundo os resultados apurados neste estudo.

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