Um grupo de investigadores espanhóis do Instituto de Ciências Fotónicas de Barcelona desenvolveu um chip eletrónico de tamanho reduzido que permite identificar de forma precoce a existência de cancro. O que o chip faz é uma análise constante a alguns elementos do sangue que detetam a maior ou menor concentração de células cancerígenas.



Além da ajuda que dá na deteção do cancro em bom tempo, o dispositivo é também de baixo custo o que permitirá espalhar a tecnologia um pouco por todo o mundo, mesmo nos países com menores capacidades financeiras para investir no sistema de saúde.



Para já a tecnologia está a ser aplicada na deteção do cancro da mama, mas espera-se que no médio prazo o método também possa ser usado para detetar cancro da próstata e do fígado, como relata o jornal espanhol La Vanguardia.



O sistema chamado de lab-on-a-chip usa nano partículas de ouro que possuem anticorpos que conseguem detetar a presença das células cancerígenas. Para isto basta uma gota de sangue da pessoa, que vai percorrer um circuito de fluídos que existe no equipamento que está a ser desenvolvido em Espanha.



Além das vantagens já referidas, a tecnologia consegue ainda revelar os resultados das análises no espaço de uma hora. Mesmo para os doentes já com cancro será possível detetar a quantidade de células cancerígenas que existe e adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente.



A equipa de investigação, que está a ser liderada pelo físico Romain Quidant, espera agora conseguir associar diferentes proteínas a diferentes tipos de cancro para que novas versões do nano-chip possam vir a ser desenvolvidas.



O potencial da nova tecnologia é de tal forma grande que os investigadores estão convencidos que também podem usar a mesma metodologia para fazer uma análise aos portadores do vírus VIH.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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