O compromisso com a aplicação da tecnologia para resolver os principais problemas da sociedade esteve no centro da apresentação de Brad Smith, presidente da Microsoft, esta manhã no palco central do Web Summit.

As promessas da era digital são muitas, mas também os perigos, como sublinhou o executivo que recuou no tempo até à invenção da tipografia por Johannes Gutenberg no século XV, e Galileo Galilei no século XVI, mas que também trouxe ao palco a Ocean Mind e a sua promessa de maior sustentabilidade com a avaliação de dados de todos os barcos a navegar nos oceanos.

Brad Smith lembra que a última década trouxe grandes transformações, com o avanço do poder de computação, a cloud, com o acesso rápido e barato a esse poder, os dados e a inteligência artificial, mas sublinha que daqui a poucos dias vamos entrar numa nova década, com mais 25 vezes os dados acumulados do que nos últimos anos.

Na próxima década a computação clássica vai ser combinada com quântica, as clouds vão dar lugar à data innovation, 5G vai evoluir para 6G e criar um ambiente computing, presente em todos os devices, em todos os cantos das nossas casas. “Vai ser como a eletricidade, sempre à nossa volta e sem pensarmos neles”, explica Brad Smith. Mas uma das maiores transformações será a da inteligência Artificial que se transforma em Artificial General Intelligence (AGI), em que as máquinas vão poder entender ou aprender todas as tarefas intelectuais que os seres humanos conseguem.

“Tudo isto abre uma era extraordinária de mudança. Mas vivemos numa era de ansiedade”, defendeu o presidente da Microsoft, apontando os problemas da globalização e da imigração, que geram preocupação. “O mundo pede às empresas de tecnologia e a todos nós que trabalhamos nestas áreas” para apresentar soluções. E é preciso avançar fazer a tecnologia enquanto preservamos os valores básicos, afirma.

A inteligência artificial está a tornar os desafios mais complexos e nas próximas 3 décadas, até 2050, o impacto transformador será semelhante ao do motor de combustão. E isso faz com que nós tenhamos de definir o que isto significa em termos de implicações para a sociedade.

A questão não é nova e na verdade é tão antiga como a tecnologia, mas esta geração vai ter, pela primeira vez, o poder de dar às máquinas a capacidade de tomarem decisões que antes eram tomadas por humanos, e “se o fizemos mal todas as gerações futuras vão sofrer esse efeito”. É por isso que a ética na inteligência artificial é tão importante.

“Temos de pensar não só em novas questões mas numa nova aproximação às questões que a tecnologia traz à sociedade”, afirma. Temos de elevar o nível e proteger-nos de consequências nefastas, trabalhar com os governos e desenvolver soluções que coloquem as pessoas em primeiro lugar, defende Brad Smith.

Para mudar o mundo hoje basta enviar uma mensagem, um email ou fazer uma publicação num blog. “Não precisamos de uma nova onda de tecnmologia mas de proteção da privacidade, segurança e da ética e proteção dos direitos humanos associados à Inteligência Artificial” e também é preciso “pensr que não podemos deixar ninguém para trás.

(em atualização)

O Web Summit visto pelo SAPO TEK

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