A troca de acusações já não é nova, mas esta é a primeira vez que o tema é abordado de forma tão explícita pelos norte-americanos, que até à data evitaram a culpabilização direta do Governo da China.

"Em 2012, vários sistemas informáticos em todo o mundo, nomeadamente pertencentes ao Governo dos Estados Unidos, continuaram a ser objeto de invasões contínuas, algumas das quais parecem ser diretamente atribuídas ao Governo e às forças armadas chinesas", pode ler-se no relatório anual do Pentágono, segundo o The New York Times.

A espionagem industrial e a tentativa de obter informação sobre as decisões políticas norte-americanas serão os principais motivos para os ciberataques, acrescenta-se no documento.

Entretanto, Pequim já veio negar responsabilidades, considerando as acusações "irresponsáveis e danosas" para os interesses mútuos.

"Estamos dispostos a manter um diálogo construtivo com os EUA sobre o tema da segurança Internet, mas opomo-nos firmemente a quaisquer acusações e especulações sem sentido, que apenas poderão prejudicar os esforços de entreajuda e o clima de diálogo e cooperação entre os dois lados", referiu Hua Chunying, porta-voz do Ministério dos Negócios estrangeiros chinês.

Recorde-se que os Estados Unidos declararam recentemente os ciberataques como a maior ameaça para o país, com posteriormente a Força Aérea norte-americana a classificar seis ferramentas informáticas como armas.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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