Muitas editoras tomam decisões da produção ou adaptação de futuros videojogos para uma plataforma mediante a sua quantidade de unidades vendidas. O chamado “parque instalado de consolas” oferece uma margem de projeção de vendas de videojogos, uma análise essencial para o investimento necessário para um projeto na atualidade.
Nesse sentido, os fabricantes de consolas fornecem os números de vendas durante as suas conferências de investidores, mas a Microsoft desde 2015 que não divulga publicamente relatórios sobre a Xbox One. O executivo da Eletronic Arts, Blake Jorgensen, fez um cálculo baseado nas consolas instaladas durante o ano fiscal de 2018, que acabou em março, e nas projeções de vendas para 2019.
Segundo afirma, existem 130 milhões de consolas instaladas em 2018, relativamente às 103 milhões de unidades em 2017, distribuídas pelas plataformas da Sony e Microsoft, sem especificar a balança. Mas em janeiro, a Sony revelou que no final de 2017 tinha acumulado 73.6 milhões de PS4 vendidas, deixando uma margem de 29.4 milhões de Xbox One das 103 milhões antecipadas pelo executivo. Nessas contas ficaram de fora os números da Nintendo Switch, que vendeu no primeiro ano 15 milhões de unidades.
Anteriormente, a Electronic Arts já havia feito projeções da consola da Microsoft quando em janeiro de 2016 referiu que tinham sido vendidas entre 18/19 milhões de unidades desde o seu lançamento em 2013. Essa estimativa daria uma média de vendas anuais, até à data de 5/6 milhões de dispositivos, o que é muito pouco, o que sugere a falta de números oficiais. Ainda assim, a Microsoft referiu que as estimativas estavam incorretas, mas não se prontificou a corrigi-las.
Alguns erros estratégicos no pré-lançamento da Xbox One limitaram as vendas da consola, tendo irritado os seus fãs, jogadores em geral e a imprensa. A obrigação de uma ligação persistente à internet para funcionar ou a incapacidade da Xbox One ler discos usados foram decisões incompreendidas. Além disso, o Kinect introduzido em cada consola elevou o seu preço para 500 dólares, mais 100 que a sua rival PlayStation 4.
Apesar de ter corrigido todas estas decisões no seu lançamento, o mal já estava feito, e tem sido difícil a consola recuperar. Outra dificuldade que a Microsoft se tem debatido é com a escassez de videojogos exclusivos para a sua plataforma. O facto de estes beneficiarem do programa Play Anywhere, o que permite jogá-los nos PC com o Windows 10 instalado, não incentiva à compra da consola…
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