A versão desktop do WhatsApp revelou ter uma fragilidade de segurança grave. O investigador Gal Weizman é o autor da descoberta.

Weizman revelou que o Facebook já resolveu o problema, mas explica que, durante o tempo em que esteve por corrigir, a falha pode ter dado origem a algumas invasões de privacidade. De acordo com o investigador, é possível que alguns hackers se tenham aproveitado desta fragilidade para aceder a ficheiros privados dos utilizadores.

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O software estava a funcionar com base na versão 69 do Google Chromium, cujos problemas eram já conhecidos. Neste caso, o sistema permite a introdução de código alheio, o que facilita a alteração das permissões das apps desenvolvidas com base nele. Em consequência, torna-se fácil aceder a ficheiros de outros utilizadores, alterar mensagens e instalar malware noutros computadores, tudo isto remotamente.

As falhas afetaram a versão 0.3.9309 e todas as anteriores do WhatsApp, tanto para Windows como para Mac. O problema também poderá ter impactado os iPhones emparelhados através da versão 2.20.10 da aplicação móvel.

Se descarregou a app recentemente, ou se tem feito questão de a manter atualizada, não deverá estar sujeito a qualquer problema relacionado com esta falha de segurança.

O Facebook desenvolveu o WhatsApp com base numa framework da Electron, que facilita a entrega de apps multiplataforma com base em tecnologia web. No entanto, a segurança destas apps está dependente do motor web com base no qual estão desenvolvidas.

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