Um estudo recente revela que os equipamentos com sistema operativo Linux com falhas de segurança já exploradas e não reparadas conseguem sobreviver durante longos períodos de exposição à Internet, sem serem alvo de ataques.



O estudo baptizado de Honeynet Project analisa uma dúzia de redes e estabelece uma comparação com os sistemas Windows vulneráveis, que serão alvo de ataque com maior rapidez. No Linux os dados apontam para um período médio de 72 horas de navegação na rede com falhas no sistema até que seja consumada a contaminação, um intervalo bastante superior ao que se verificava em 2001, quando o grupo realizou uma análise semelhante.



Os autores do estudo explicam as diferenças com o facto das instalações por defeito dos novos sistemas Linux serem mais seguras que as versões anteriores. Por outro lado, consideram que os hackers estão mais focados na exploração de falhas do Windows e nos esforços de propagação rápida de vírus para esses sistemas.



Entre os testes feitos pelos investigadores estão a utilização de sistemas com as novas versões da Red Hat, por oposição a um sistema com Windows XP, ambos com vulnerabilidades exploradas e não reparadas. O primeiro tipicamente era contaminado ao fim de poucos minutos de ligação à rede, o segundo chegou a aguentar dois meses antes de ser contaminado, cita a C|Net que divulgou o estudo.



Confrontada com os resultados a Microsoft explicou ao site noticioso que interessa saber qual a versão do Windows XP utilizada nestes testes, assim como se esta dispõe ou não do SP2.



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