O FBI anunciou hoje o desmantelamento uma rede de cibercriminosos que há cerca de quatro anos se vinha dedicando ao click-jacking. A prática ter-lhes-á rendido qualquer coisa como 14 milhões de dólares em receitas de publicidade (indevida).

O click-jacking, ou apropriação indevida de cliques, consiste em levar as pessoas a carregar, inadvertidamente, em links, normalmente de publicidade. Como é sabido, muitos dos anunciantes pagam pelo número de vezes que uma página com os seus anúncios é visitada ou pelo número de vezes que este recebe cliques de internautas.

Para gerarem receitas, os membros do grupo encontraram um esquema para levar os internautas a acederem aos sites de publicidade e clicarem nos anúncios.

O método passava, primeiro, por infetar os computadores das vítimas com um software malicioso (DNSChanger), que permitiu fazer com que quando estes tentavam aceder a sites populares, como a Amazon ou o iTunes, lhes fossem apresentados anúncios.

O software em causa terá infetado cerca de 4 milhões de sistemas em 100 países, afetando tanto PCs como Macs. Para além de forçar os computadores a ligarem-se a servidores de DNS fraudulentos, o malware também impedia o acesso a sites de antivírus, com vista a impedir que fosse removido, detalha a imprensa internacional.

A investigação de dois anos, que ficou conhecida pelo nome de "Operation Ghost Click" (Operação Click Fantasma), culminou com a acusação agora anunciada. Há sete homens pronunciados por fraude, seis estónios e um russo, sendo que o último continua a ser procurado pelas autoridades.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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