É esta capacidade de gerir situações imprevistas, de improvisar ou de seguir a opção mais fácil, mesmo que não seja a 100% correta que a Google quer ensinar aos seus veículos autónomos.

A empresa está há anos a trabalhar nesta área. Já criou o seu próprio veículo autónomo e prossegue com os testes de estrada. O balanço é positivo, mas os investigadores acreditam que se a condução autónoma fosse mais “humanista” seria benéfica, como relata um artigo do The Wall Street Journal.  

Até à data, os acidentes que envolveram os carros autónomos da Google foram sempre provocados por humanos, mas pelo menos em alguns casos foi a incapacidade (da máquina) para prever o comportamento humano que não conseguiu impedir o desfecho. Se conseguisse fazê-lo podia evitar alguns percalços e é esse um dos objetivos da investigação nesta área, como explicou ao jornal Chris Urmson, responsável por esta unidade da Google.  

É difícil pensar na condução humana sem ter em conta um conjunto de comportamentos que definitivamente não fazem falta a uma máquina, mas a gigante da Internet identificou algumas exceções.

Um dos exemplos referidos no artigo é a forma como as curvas são feitas. Para um computador fazer um ângulo de 90º é a regra a respeitar sempre que uma tarefa do género tem de ser desempenhada. Um humano também aprende o princípio, mas curva como pode e raramente procura fazer um ângulo de medidas certas. Outra diferença assinalável entre a condução humana e a condução autónoma está na perceção do perigo, que nas máquinas é muito mais sensível e se materializa em travagens muito mais frequentes.

Como também sublinha o artigo do The Wall Street Journal, uma das questões principais neste processo de humanização da condução autónoma estará em fixar limites para os comportamentos que não seguem a regra. É preciso que não se transformem em ilegais ou gerem consequências indesejáveis para outros condutores.

 

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