Em 2012 a Inspeção-Geral de Finanças elaborou um relatório onde alertava o Governo português para o aumento de ataques informáticos aos sistemas de organismos públicos. O crescimento da pirataria que se fazia prever estaria relacionado com o maior mediatismo que Portugal iria ter devido ao programa de resgate financeiro.



O relatório é citado pelo jornal i que cita o relatório da IGF dizendo que as "redes informáticas da AP passaram a ser alvo dos piratas informáticos, por qualquer razão relacionada com o mediatismo atual de Portugal".



A investigação concluiu ainda que os centros de informática da Administração Pública não tinham capacidade técnica suficiente para dar resposta aos níveis de segurança ideais. “No futuro, se não for prevenida nos centros de informática da administração pública, poderá vir a criar problemas sérios de confidencialidade e fiabilidade de dados da AP em suporte eletrónico”, lia-se no relatório.



Numa outra auditoria datada de 2012, também a IGF dizia que os sistemas informáticos do ministério da Justiça e da Agricultura e Ambiente apresentavam lacunas de segurança que deviam ser corrigidas, tanto em equipamento como em recursos humanos.



O estudo é recuperado pouco tempo depois de a página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa ter sido atacada pelos Anonymous, uma ação que levou à divulgação de contactos pessoais de centenas de procuradores portugueses.



Esta semana ficou-se também a saber que em 2013 uma entidade pública ligada à área do ensino tinha sido atacada, tendo visto a sua base de dados ser sequestrada por piratas informáticos, que pediam um resgate de dois bitcoins para que a informação fosse “libertada”.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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