A IBM anunciou hoje que vai colocar no domínio público programas no valor de 40 milhões de dólares (44,264 milhões de euros ou 8,873 milhões de contos), de modo a que possam ser acessíveis e modificados de forma gratuita e livre pelos consumidores e programadores.



De acordo com este jornal, trata-se do primeiro passo da empresa com vista à criação de uma organização de defesa do software open-source - passível de ser copiado e alterado por todos - destinada aos programadores. Entre o pacote de software que a empresa vai disponibilizar, designado de Eclipse, encontram-se ferramentas de programação para remoção de bugs, edição e gestão de projectos. As aplicações empregam tecnologia Java e XML.



O Eclipse, que será também o nome da organização, vai permitir que os programadores utilizem simultaneamente ferramentas de software de várias produtoras, permitindo-lhes assim integrar os processos de negócio utilizados para criar aplicações de e-business, como as dos serviços para a Web. Mais de 1.200 programadores individuais oriundos de 63 países participam na comunidade Eclipse



Desta forma, a IBM alarga ainda mais o seu apoio ao modelo open-source, em que milhares de programadores espalhado por todo o mundo partilham o código-fonte - núcleo dos programas - de software com o objectivo de corrigir bugs e desenvolverem a partir dessa base outras aplicações. Nos últimos anos, a aposta da empresa de informática neste campo tem-se concentrado no servidor Web Apache e no sistema operativo Linux.



Mais de 150 produtoras de software - abrangendo desde distribuidoras do Linux, como a Red Hat e a SuSE, a companhias de desenvolvimento de aplicações, como a Rational e a Bow Street - vão participar nesta nova comunidade.



O grupo pretende estabelecer um conselho de administração no final deste mês, de modo a controlar os padrões técnicos adoptados e o trabalho da comunidade de ferramentas de software open-source. A IBM será um dos vários membros do conselho de administração da Eclipse.



A empresa considera que ao colocar no domínio público ferramentas de software em que gastou 40 milhões de dólares para desenvolver é um bom investimento, uma vez que, desta forma, está a prejudicar os fornecedores dos principais sistemas operativos. O objectivo da IBM é, assim, retirar valor do sector dos sistemas operativos e gerar lucros através da venda de aplicações especializadas de software a empresas e da cobrança por serviços Web



Mas também a Hewlett-Packard pretende oferecer o seu software de graça, com vista a atacar a BEA Systems e a IBM no mercado das aplicações que correm as transacções de e-business. A HP pretende assim avançar no mercado do software de application server, uma tecnologia que permite que as empresas organizem comércio electrónico e outras transacções a partir de sites da Web.



De acordo com a C|NET, os executivos da companhia afirmam que a nova estratégia da HP passa por ofereçer o seu software-base de application server, gerando em compensação lucreos através da venda de módulos que funcionem em cima dele. Incluindo uma tecnologia mais fiável para transacções e ferramentas que possibilitam que as empresas criem e disponibilizem novo software e serviços por subscrição através da Internet.


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