Depois da polémica causada por afirmações de Sam Palmisano, presidente da IBM, referindo que para manter a competitividade a empresa não terá outra escolha a não ser a expansão da unidade de software e semi-condutores para países orientais, um relatório a que o The Wall Street Journal teve acesso indica que o processo já está em curso e pode abranger 4.700 postos de trabalho.



Esta poderá ser uma das maiores movimentações de "offshoring" da área das tecnologias da informação, embora a tendência esteja em crescimento, como comprova um estudo apresentado em Julho pelo Gartner Group (ver Notícias Relacionadas). As empresas procuram na Índia e na China trabalhadores especializados que usufruem de menores regalias sociais e salários mais baixos do que os seus colegas dos Estados Unidos, como forma de rentabilizar as operações num mercado cada vez mais competitivo.



Segundo o relatório a que o jornal teve acesso, mais de 900 pessoas deverão já ser transferidas no primeiro semestre de 2004, enquanto outros 3.700 postos de trabalho foram identificados como tendo potencial para serem transferidos. A IBM terá já contratado 500 engenheiros na Índia para assumir algum do trabalho que será transferido, nota ainda o The Wall Street Journal.



Recusando-se a comentar "apresentações internas", o porta-voz da IBM afirmou à Associated Press que grande parte dos recursos humanos da IBM já está actualmente no estrangeiro, confirmando também que durante o ano de 2004 a empresa espera aumentar o número de contratações nos Estados Unidos em relação aos valores de 2003.

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