A Verily, que é uma das empresas da Alphabet a atuar no ramo das tecnologias da saúde, anunciou esta semana que está a trabalhar num conjunto de novos projetos que podem vir a equipar laboratórios de investigação médica em todo o mundo.

Num documento publicado esta segunda-feira no jornal científico Biomedical Engineering, os cientistas explicam que um dos sistemas tem por base uma inteligência artificial que, através de um algoritmo, é capaz de prever o risco de doença cardiovascular de um doente via análise ocular. A tecnologia conta com uma base de dados que possibilita a comparação de resultados de forma a melhorar a sua taxa de sucesso de forma permanente.

O artigo explica que o sistema leva em conta algumas características do paciente, como a idade, o género e a pressão arterial. O objetivo é substituir análises mais complexas e morosas, como as que são utilizadas atualmente para o mesmo efeito.

A Verily explica que o projeto ainda tem algumas limitações, dado que o sistema está a ser testado com imagens de 45 graus de amplitude e ainda não tem uma base sólida de exemplos para poder operar em situações reais. O próximo passo no processo de desenvolvimento consiste em adensar o número de cenários em que a tecnologia está a ser testada, de forma a que possa ser utilizada em testes com pacientes reais. Até à data, a IA foi testada com sistemas de machine learning na análise de 300 mil registos médicos já existentes, o que lhe permitiu criar padrões de resposta.

A base anatómica desta solução tecnológica reside nos vasos sanguíneos existentes na zona traseira dos olhos, que refletem a condição de saúde dos pacientes a vários níveis. Ao estudar o aspecto desta parte do olho, com câmaras e microscópios, os médicos serão capazes de inferir várias informações que estão, regra geral, relacionadas com o risco de doença cardiovascular.

Os resultados obtidos até à data são muito semelhantes ao padrão de qualidade garantido pelas análises sanguíneas, que permitem rastreios correctos em 72% das ocasiões. A IA da Google está agora nos 70%, mas ressalva-se o facto de nunca ter sido testada em cenários reais.

A ser aplicada na indústria, esta técnica vai permitir análises não invasivas, reduções de custo e de tempo nos processos de rastreio.

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