A despesa total em I&D em Portugal ultrapassou os 2,513 mil milhões de euros em 2008, passando a representar de 1,51 por cento do PIB nacional, segundo os resultados do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN), divulgados esta sexta-feira.
A análise apresentada pelo Gabinete de planeamento e estatística, GPEARI, do MCTES fala em "máximo histórico", acrescentando que o valor registado em Portugal supera os níveis de despesa em I&D registados em 2007 em Espanha e na Irlanda. Em 2007 a despesa em I&D nacional tinha sido de 1,973 mil milhões de euros, representando 1,21 por cento do PIB.
O crescimento da despesa foi particularmente expressivo nas empresas, que duplicaram o investimento nos últimos anos, tendo pela primeira vez atingido uma despesa em I&D superior ao total dos outros sectores: universidades, Estado e instituições privadas sem fins lucrativos. Entre 2007 e 2008 a despesa em I&D nas empresas aumentou 22 por cento.
Os dados voltam a mostrar um crescimento contínuo em Portugal do número de empresas com actividades de I&D, que passou de cerca de 940 em 2005, para mais de 1.700 no ano passado.
No que diz respeito aos recursos humanos a avaliação também é positiva, com o número de investigadores na população a atingir , pela primeira vez, os 7,2 por mil, superando os níveis relativos do Reino Unido, da Alemanha e da Holanda de 2007, bem como a média europeia de 5,8 em cada mil activos, refere-se.
No total existem perto de 40.600 portugueses que trabalham na área da investigação e desenvolvimento. O Ensino Superior e as Instituições Privadas sem fins lucrativos continuam, em conjunto, a reunir a maior parte destes profissionais, com cerca de 66 por cento do total. O sector Estado é o menos representativo, correspondendo a oito por centodo total dos investigadores.
O IPCTN é um censo que ganhou periodicidade anual e que constitui a base de informação estatística oficial sobre recursos humanos e financeiros afectos a actividades de I&D em Portugal transmitida ao Eurostat e à OCDE.
Nota de Redacção: O texto foi alterado na parte que referia o número de investigadores em Portugal.
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