Boris Katz dedica-se ao estudo e desenvolvimento das capacidades linguísticas dos computadores há mais de 40 anos. É conhecido pela conceção e implementação do START, um sistema online de perguntas e respostas que visa transmitir ao utilizador a informação que procura apresentando uma linguagem natural.

No entanto, em entrevista ao Technology Review, o investigador manifestou o seu ceticismo relativamente ao rumo que a linguagem tem vindo a seguir na Inteligência Artificial.

O especialista do MIT afirmou que, apesar de sentir orgulho pela popularidade de assistentes virtuais como a Siri ou a Alexa, estes também lhe causam algum embaraço por os considerar “incrivelmente estúpidos”.

Para Boris Katz, o caminho terá de passar por uma maior compreensão da inteligência humana, apelando aos investigadores que “saiam dos seus escritórios e falem com pessoas de outras áreas”.

Segundo Katz, “a Inteligência Artificial precisa de assimilar ideias de campos como a psicologia do desenvolvimento, a ciência cognitiva ou a neurociência, de forma a refletir o que já é sabido sobre o modo como os seres humanos aprendem e compreendem o mundo”.

O investigador considera que “todos os progressos no domínio do machine learning se baseiam em ideias de há 20 ou 25 anos” e que agora será necessário um outro tipo de abordagem para que esta tecnologia possa continuar a evoluir.

Boris Katz admite que “o desafio de criar máquinas verdadeiramente inteligentes é muito difícil”, mas na sua opinião este ”é também um dos mais importantes que enfrentamos”.

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