As baterias de lítio estão presentes numa variedade de equipamentos e dispositivos eletrónicos e os cientistas estão atualmente a desenvolver formas de torná-las mais eficazes e sustentáveis. Uma equipa de cientistas afirma ter criado a bateria mais eficiente até à data, prometendo uma autonomia de mais de 1.000 quilómetros a um veículo autónomo ou mesmo manter um smartphone a funcionar durante cinco dias, ambos sem recarregar.

De acordo com o estudo recém-publicado pelos investigadores da Monash University, da Austrália, na revista científica Science Advances, a bateria de lítio e enxofre desenvolvida é capaz de armazenar quatro vezes mais energia do que as atualmente disponibilizadas no mercado. “A abordagem utilizada possibilita não só altos níveis de desempenho e um longo «ciclo de vida», mas também a redução dos custos de produção e a produção de resíduos nocivos para o ambiente”, afirma Matthew Hill, um dos membros da equipa de investigação, em comunicado à imprensa.

Prof. Matthew Hill, Dr.ª Mahdokht Shaibani e Prof. Mainak Majumder com um protótipo da bateria desenvolvida.
Créditos: Monash University

Para criá-la, os cientistas utilizaram a mesma base presente nas típicas baterias, reconfigurando o design dos cátodos de enxofre para não perder o desempenho, mesmo em situações de desgaste. O projeto está em fase de protótipo, mas, segundo indica Mainak Majumder, um dos investigadores que integrou a equipa, este recebeu mais de 2,5 milhões de dólares para a realização de testes em 2020.

Além de projetos que prometem tornar as baterias de lítio mais eficazes, existem também investigadores que estão em busca de soluções para a dependência de metais pesados. O IBM Research Lab desenvolveu um novo tipo de tecnologia para baterias que utiliza substâncias extraídas de água do mar.

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O anúncio do novo tipo de tecnologia surge numa época em que as fabricantes de baterias enfrentam dificuldades em reduzir o conteúdo de cobalto nos seus produtos. À medida que o mercado dos veículos elétricos se expande, o recurso natural encontrado maioritariamente na República Democrática do Congo tem vindo a tornar-se cada vez mais escasso.

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