O Conselho de Ministros da União Europeia adotou um regulamento que estabelece a Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho (EuroHPC), uma estrutura jurídica e de financiamento, que reunirirá recursos provenientes de 25 países europeus, entre os quais Portugal.

Do conjunto de objetivos da nova entidade faz igualmente parte o desenvolvimento de infraestruturas de dados e de supercomputação e o apoio à investigação e à inovação neste domínio, com a participação de cientistas, de empresas e da indústria.

“Esta estrutura proporcionará aos utilizadores públicos e privados europeus um melhor acesso à supercomputação, que é essencial para apoiar a competitividade e a inovação”, refere a Comissão Europeia em comunicado.

A empresa comum EuroHPC entra em funcionamento no próximo mês de novembro, ficando operacional até ao final de 2026. O orçamento de mil milhões de euros é “financiado” em partes iguais pelo orçamento da UE e pelas contribuições dos Estados-Membros participantes. Os parceiros privados contribuirão com recursos adicionais de mais de 400 milhões de euros.

“A cooperação é essencial para a competitividade e a independência da UE na economia dos dados, uma vez que, atualmente, a indústria da UE consome mais de 33 % dos recursos mundiais de supercomputação, mas fornece apenas 5 % dos mesmos”, refere a Comissão, sublinhando a importância da iniciativa.

Além de Portugal, até à data aderiram ao projeto mais 24 países: a Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Polónia, República Checa e Roménia.

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