Foi hoje desvendado um dos grandes mistérios da história da Agência Especial Europeia (ESA na sigla em inglês). Com “aterragem” planeada para 25 de dezembro de 2003, a sonda Beagle 2 tinha como objetivo procurar sinais de vida em Marte. O seu desaparecimento acabaria por ser anunciado poucas semanas, visto que nunca enviou qualquer sinal de volta.



Até esta sexta-feira, 16 de janeiro, dia em que foi encontrada com a ajuda da NASA.
A Beagle 2 foi finalmente descoberta no solo de Marte, 11 anos depois. A sonda foi produzida pela agência espacial britânica em apenas três anos e fazia parte da primeira missão da ESA rumo a Marte, mas nunca chegou a enviar sinais “de vida” para a Terra.



Desde o seu desaparecimento que a ESA utilizava as câmaras de uma sonda da NASA a orbitar em Marte para tentar descobrir o paradeiro da Beagle 2, que foi declarada como perdida dois meses após a sua suposta chegada ao planeta vermelho. O mistério ficou resolvido hoje, como confirmou o diretor executivo da agência espacial britânica.

“A história da exploração espacial é marcada por sucessos e falhanços. Esta descoberta prova que a Beagle 2 foi um caso mais bem-sucedido que pensávamos e marca indubitavelmente um importante passo na descoberta de Marte por parte da agência europeia”, disse David Parker.



A razão para a falha no envio do sinal poderá estar nos painéis solares, já que as fotos captadas mostram apenas parte dos painéis instalados originalmente no Beagle. Como era necessária não parte, mas toda a energia inicialmente calculada, a sonda não conseguia “comunicar” com o planeta Terra, localizado a sensivelmente 92 milhões de quilómetros de Marte.



Collin Pillinger, um dos principais criadores do Beagle 2, nunca saberá o que aconteceu afinal com a sua sonda, dado que faleceu em maio do ano passado. Já o seu colega, Mark Sims, confessou que irá dormir mais descansado depois de “em todos os dias de Natal desde 2003”, se ter questionado sobre o desaparecimento. Os próximos planos da agência espacial para a exploração de Marte estão agendados para 2018.



Também em 2018 parte para Marte uma missão de exploração privada e que vai levar a bordo uma experiência feita por investigadores portugueses: as primeiras plantas em Marte podem ser de alunos da Universidade do Porto e do Minho.




Nota de redação: Acrescentadas mais imagens à galeria


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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