A mudança registada nos últimos anos dos objectivos dos cibercriminosos, que visam cada vez mais o lucro, através do roubo da informação ou mesmo de extorsão, faz com que os modelos de segurança reactiva já não sejam eficazes, defendeu hoje Ricardo Hernández, Director técnico do Kaspersky Lab Ibéria numa conferência de imprensa.

"Há milhares de novos vírus todos os dias. Já não há tempo para reagir depois das ameaças, a segurança tem de ser preventiva", justifica Ricardo Hernández.

Além das ameaças que vêm de fora, a empresa de segurança acredita que os utilizadores estão vulneráveis pelo desconhecimento que existe em relação às regras pelas quais se devem reger online, pelo que as aplicações devem redobrar esforços para alertar os internautas para os perigos, mas sem serem demasiado pesadas e intrusivos.

Estas ideias têm vindo a ser aplicadas pela Kaspersky nas suas aplicações de anti-vírus e de Internet Security, que já no ano passado introduziam uma estratégia de prevenção que é agora reforçada nas novas versões de 2010, disponíveis nas lojas na próxima semana.

Entre as novidades introduzidas nas novas versões conta-se a possibilidade de executar um ficheiro duvidoso em Modo seguro, ou abrir uma página Web dessa forma. A aplicação utiliza um modo de virtualização para que o ambiente de trabalho não seja danificado por malware, funcionando como um ambiente isolado.

Para os utilizadores menos técnicos poderá ser também relevante a nova interface de utilizador que torna os níveis de personalização mais acessíveis, com uma linguagem descodificada.

Crescimento de 328%

Hugo Leão, account manager da Kaspersky para Portugal, sublinhou na mesma conferência que nos últimos seis meses o crescimento da marca em Portugal foi exponencial, aumentando em 328% as vendas no retalho, um valor sustentado numa politica dirigida para o mercado português. A entrada directa em Portugal justificou uma nova estratégia de canal, reforçando as vendas da marca.

Com vendas de 1 milhão de euros no primeiro semestre, a Kaspersky quer chegar ao fim do ano com o dobro das receitas. Hugo Leão acredita que apesar da concorrência de anti-vírus gratuitos que existe no mercado, há ainda espaço para crescer e a expectativa é que num ano as novas versões possam registar vendas de 250 mil unidades em Portugal.

As novas versões do software de segurança vão estar nas lojas na próxima semana e foram disponibilizadas para os sistemas operativos Windows XP Home Edition e Professional Edition, assim como para Windows Vista nas versões Home Premium, Business, Enterprise e Ultimate. Os preços variam entre os 29,95 euros para o anti-vírus limitado a um utilizador e os 89,95 euros do Internet Security para 5 utilizadores.