A antiga unidade de computadores pessoais da IBM terminou esta semana o processo formal de criação de uma nova empresa a autonomização da antiga marca, para passar a operar como Lenovo Portugal. A nova empresa resulta do negócio acordado no final do ano passado entre a Big Blue e a empresa chinesa que envolveu 1,75 mil milhões de dólares e passou para a gestão da Lenovo toda a unidade de computadores pessoais da IBM.



Já em Março deste ano o negócio teve a aprovação do regulador americano, enquanto as subsidiárias já preparavam o processo de transição. Em Portugal tudo decorreu dentro da maior naturalidade, refere João Marques, sales manager da unidade portuguesa, inserida na divisão ibérica.



O responsável explica que um dos objectivos estratégicos da Lenovo é seguir um "princípio de continuidade do negócio e assegurar a manutenção das plataformas actuais". "Os clientes que investiram em IBM têm todas as garantias de acompanhamento e de evolução tecnológica dos produtos já antes prevista", sublinha.



A par com este compromisso a marca pretende também explorar novos segmentos de mercado, estendendo a presença no mercado de PMEs, e alargar a gama de produtos. Uma das áreas que se desenha como aposta central no futuro é a de equipamentos móveis. João Marques admite saber já hoje que "os telemóveis vão desempenhar um papel chave na estratégia da companhia" e acrescenta que as oportunidades de negócio nesse segmento estão a ser estudadas, não só em termos globais, como também para o mercado português.



A entrada em novos segmentos depende em última análise das oportunidades detectadas, sempre que isso não enfraqueça a posição da empresa nas áreas em que já tem uma posição forte, que no caso português é o mercado de empresarial.



O responsável explica por isso que não há uma data definida para avançar com novos produtos em novos segmentos e que isso acontecerá quando estiverem reunidas as condições ideais.



Antes de se tornar no principal responsável da Lenovo em Portugal, João Marques era responsável comercial pelas grandes contas na divisão de computadores pessoais da IBM.



O responsável integra agora uma equipa de cinco pessoas que trabalha em coordenação com mais 20 dos 50 elementos sediados em Espanha. A nova empresa mantém operações no edifício da IBM mas desde esta semana num espaço diferente e em total autonomia.



Recorde-se que o negócio entre a IBM e a Lenovo criou um gigante com uma facturação anual de 12 mil milhões de dólares e 11,9 milhões de unidades vendidas. O acordo de venda prevê que a IBM mantenha uma posição de 18,9 por cento no capital da empresa e assuma lugar de destaque entre os fornecedores da Lenovo, no âmbito de uma aliança estratégica que a torna o principal fornecedor de serviços e financiamento a clientes Lenovo.



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