Estalou o verniz entre o criador do Linux, Linus Torvalds, o seu companheiro de programação Alan Cox e os responsáveis do GNOME, o projeto criado em 1997 para desenvolver uma interface de utilização para software livre, sobretudo para Linux.


Num recente comentário publicado na rede social Google+, Torvalds e Cox responderam a uma acusação de Miguel De Icaza - que em 1997 fundou o GNOME juntamente com Federico Mena - que coloca "a cultura em torno do núcleo do sistema operativo" gerada por Torvalds como a principal razão para o Linux não ter conquistado o mercado dos PCs de consumo.


"Os comentários do pessoal do GNOME que referem que eu é que estabeleci um tipo de atitude que lhes causou problemas é ridículo" acusa Linus Torvalds num post colocado no Google+, acusando os responsáveis do grupo de estarem "em processo de negação".


"Algumas pessoas do GNOME parecem estar em total negação em relação ao que os seus problemas realmente significam. Eles culparão toda a gente de forma selvagem, à exceção deles próprios" acusa Torvalds, citado pelo The Register.


Alan Cox, que contribuiu desde 1991 para o desenvolvimento do kernel do Linux e chegou a fazer parte do GNOME, alinha pela mesma opinião de Torvalds, acusando o projeto de não ser "nada mais do que um projeto de pesquisa, em vez de ser um ambiente de desktop prático".


No cerne da discussão entre Torvalds, Cox e De Icaza está o kernel do Linux: enquanto o seu fundador defende que é essa a parte de software mais importante para o desenvolvimento da plataforma, o fundador do GNOME é apologista de maior liberdade para quem desenvolve interfaces para o sistema operativo.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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