A utilização do Linux nas empresas portuguesas está em expansão e é já uma realidade para 10 por cento das organizações a operar em Portugal com mais de 10 empregados. Os números são da IDC Portugal que identifica a Administração Pública como um dos grandes clientes do sistema operativo open source. Segundo o estudo “OpenSource e Linux: Caracterização do Mercado em Portugal”, na AP a taxa de utilização do sistema open source ronda os 30 por cento.



O estudo revela que no segmento de servidores a penetração do Linux é de 5 por cento (9 por cento na Administração Pública), quando no final do ano passado a taxa de penetração não ia além dos 2 por cento. No segmento desktop a penetração fica um pouco abaixo, nos 2 por cento, mas ainda assim duplica o nível de utilização face a 2004.



"O mercado nacional revela ainda um conhecimento diminuto em relação ao Linux e ao software open source, mas para quem já o conhece e utiliza o grau de satisfação é positivo, não existindo opiniões de insatisfação", sublinha Gabriel Coimbra, Research Manager da IDC Portugal.



A estudo analisa ainda as intenções de mudança do actual sistema operativo, tendo apurado que 9 por cento das organizações inquiridas afirmam ter intenções de levar a cabo alterações nesta matéria, uma predisposição que é mais vincada nas organizações de maior dimensão, como comprovam os números recolhidos junto da Administração Pública. Vinte e dois por cento dos organismos públicos revelam esta intenção.



A IDC apura que a maioria das intenções de migração "são para Windows", conforme responderam 52 por cento dos inquiridos, "enquanto 25 por cento são para Linux", acrescenta um comunicado. "Em 2004 as intenções de migração para Windows eram de 82 por cento e Linux 4 por cento", remata o documento.



No que respeita às diferenças entre sistemas proprietários e de código aberto, os inquiridos apontam como principais vantagens a diminuição de custos. Nas desvantagens os elementos mais apontados são a falta de conhecimento técnico, suporte e disponibilidade de serviços externos.



Em termos gerais a IDC prevê que o mercado de Linux possa valer, em 2008, 35,7 mil milhões de dólares, o que se traduz numa taxa de crescimento composta de 26 por cento ao ano. Na Europa Ocidental, o mesmo mercado deverá valer 228 milhões de dólares, para um crescimento entre 20 e 30 por cento ao ano.



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