Foram cinquenta dias alucinantes, durante os quais o grupo de hackers Lulz Security ameaçou a segurança de empresas como a Sony e entidades governamentais, como o FBI. No Sábado passado, à meia-noite, o grupo declarou encerradas as actividades, encostando o “barco” à doca, mas divulgando mais dados alegadamente capturados à AOL, AT&T e FBI, entre outros.

Ainda na semana passada o LulzSec avisava que havia mais dados de ataques bem sucedidos e ironizava que os hackers não divulgavam todo o hacking que faziam. Agora, em novo comunicado, garantem que a equipa de seis pessoas que constituem o grupo não está ligada a esta identidade de forma permanente, e que por detrás da máscara existem pessoas que gostam de música, comida, tê diferentes gostos em roupa e televisão. “Somos mesmo como tu”, referem.

Depois de 50 dias em que expuseram as falhas de segurança de empresas, governos e muitas vezes de indivíduos, “apenas porque podíamos” e sempre “pelo gozo” de criar caos e anarquia, o LulzSec admite que continua a acreditar no movimento AntiSec e deixa o desejo que o movimento se manifeste por si e que se torne “uma revolução que possa continuar sem nós”.

Parte dessa continuidade já está assegurada com movimentos “locais” criados no Brasil e em Itália, a quem chamam irmãos, mas é incerto se outros surgirão e poderão accionar a tal “revolução” desejada. No Twitter o grupo conta com mais de 282 mil seguidores que acompanharam este percurso de mais de 1.170 tweets publicados em 50 dias.

Como presente de despedida ficaram mais de dez ficheiros com informação de diversas entidades, como a AOL, AT&T, FBI e NATO que podem ser vistas num torrente disponível no site do grupo e no Pirate Bay.

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