
O Magalhães vai regressar às escolas do 1º Ciclo. O Ministério da Educação confirmou que o concurso para o fornecimento dos computadores que serão distribuídos no âmbito do programa e-escolinha foi ganho pela Prológica e pela JP Sá Couto, ambas com propostas baseadas no pequeno portátil.
O despacho de adjudicação foi assinado na quinta-feira pelo secretário de Estado da Educação, João Trocado da Mata, acabando por confirmar o resultado do relatório preliminar, divulgado a 15 de Abril, e ao qual se seguiu um prazo de cinco dias para as concorrentes contestarem a decisão preliminar.
"Foram adjudicadas as propostas apresentadas a concurso público internacional para aquisição de bens e serviços necessários ao fornecimento de computadores portáteis ultraleves adaptados aos professores e alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico", referiu fonte do ME em declarações à Lusa.
Os três lotes previstos no concurso e que distribuem o país em três regiões: Norte, Lisboa e Vale do Tejo e centro, Alentejo e Algarve foram adjudicados à Prológica - Sistemas Informáticos (88.888 computadores), à J.P. Sá Couto (94.421 computadores) e à Prológica Solutions (66.691 computadores) e representam um orçamento total de 49,422 milhões de euros, segundo o ME.
Nos três casos o equipamento proposto foi o Mag2, a nova versão do Magalhães que tinha sido apresentada no ano passado, embora com ligeiras alterações técnicas para estar de acordo com os requisitos do caderno de encargos.
A Prológica e a J.P. Sá Couto já tinham sido parceiras na primeira fase do e-escolinha, através do consórcio YOUTSU que geria os pedidos e a distribuição dos portáteis, mas Luís Cabrita, director da Prológica, em entrevista ao TeK após serem conhecidos os resultados preliminares, recusou a ideia de que as tuas empresas tenham "combinado" a estratégia para este concurso. "A única coisa que combinámos foi fazer os maiores esforços possíveis para ganhar", garantiu na altura.
Segundo o ME, a escolha "regeu-se pelo critério da proposta economicamente mais vantajosa, com a avaliação ponderada do preço e da qualidade técnica". Entre as características consideradas relevantes para a qualidade técnica da proposta encontram-se, nomeadamente, o desempenho, a robustez, a autonomia da bateria, o peso e a segurança, realçou.
Entregas pendentes
A par da confirmação dos vencedores do concurso, a Ministério da Educação quis acrescentar que "está a fazer todos os esforços para que os computadores sejam entregues até ao final do ano lectivo" aos alunos que se encontram no 1.º ano. Sublinhou ainda que será distribuído um equipamento a cada docente, o que não aconteceu na primeira fase do programa e-escolinha.
Numa nota de imprensa recente, Jorge Sá Couto, presidente do Conselho de Administração da JP Sá Couto referia que o Magalhães ainda podia chegar às escolas este ano lectivo. "No que respeita à J.P. Sá Couto, tudo iremos fazer para entregar computadores ainda este ano lectivo".
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