De 5 a 11 deste mês, o Código e a linguagem dos “bits e bytes” foram as estrelas do Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações. Durante estes dias, 1.131 escolas portuguesas levaram os seus alunos a experienciar um contacto mais próximo com a programação.

Esta iniciativa foi promovida pelo Governo português, lado a lado com o Centro Ciência Viva e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, cujo departamento de informática esteve envolvido no desenvolvimento da plataforma CodingFest, que permitia acompanhar em tempo real os resultados que iam sendo obtidos pelas várias escolas durante as atividades.

O “Vamos Programar” foi uma das atividades que fez parte desta iniciativa de estreia do Movimento Código Portugal. Através de um molde de programação básica, os alunos podiam fazer com que o programa respondesse de acordo com os comandos que lhe eram dados. Isto mostrava aos mais jovens o princípio base da linguagem computacional.

Dados oficiais indicam que só no primeiro dia participaram 333 escolas.

Outra atividade realizada no âmbito desta semana dedicada à programação foi a “Hora do Código”, promovida pela Associação Nacional dos Professores de Informática (ANPRI), parceira do Movimento.

No passado domingo, dia 11 de dezembro, o Centro Ciência Viva abriu as portas a todos os que quisessem ser programadores por um dia, tanto miúdos como graúdos. Esta participação estava livre de qualquer custo.

Esta é uma iniciativa que, mais do qualquer outra coida, pretende preparar os mais novos, que são os profissionais de amanhã, para os desafios e exigências do mercado de trabalho, onde as competências informáticas são cada vez mais elementos fundamentais e eliminatórios.

Mas esta iniciativas não podem "morrer" no dia em que terminam e devem ser perpetuadas e devidamente integradas nos currículos pedagócios das escolas portuguesas.

Em entrevista ao TeK, a presidente da Direção da ANPRI, Fernanda Ledesma, afirma que ainda há um longo caminho a percorrer no que toca à integração das tecnologias na área do Ensino.

A responsável diz ainda que o Estado não está a cumprir o papel que lhe compete, e que as "ações de sensibilização" não estão a ser materializadas em nenhuma medida concreta, que aposte no desenvolvimento das capacidades informáticas dos jovens portugueses.

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