A polícia deteve 49 suspeitos numa operação em vários países, abrangendo Espanha, Polónia e Itália. A Europol, o serviço europeu de polícia, liderou a operação que foi realizada na passada terça feira contra um grupo de hackers organizado.

Em comunicado a Europol adianta que foram realizadas buscas em 58 localizações e apreendidos computadores portáteis, discos rígidos, telefones, tablets, cartões de crédito, cartões SIM, cartões de memória, documentos falsos e documentos de contas bancárias.

A operação foi coordenada pela equipa europeia de cibercrime, a European Cybercrime Centre (EC3) da Europol, e contou com a colaboração da polícia italiana, espanhola e polaca, sendo observada por organismos do Reino Unido. A Joint Cybercrime Action Taskforce (J-CAT*), localizada na Europol, desempenhou também um papel importante.

A investigação revelou que o valor das fraudes realizadas pelo grupo ascende a mais de 6 milhões de euros que foram acumulados num espaço de tempo curto, em que o modus operandis dos criminosos era o chamado ataque man-in-the-middle.

Os hackers penetravam os sistemas de empresas europeias através de ataques de malware e engenharia social e depois de acederem aos sistemas de email monitorizavam as comunicações para detetar pedidos de pagamento. Os clientes das empresas eram então abordados pelos hackers para enviar os pagamentos para as contas controladas pelos criminosos.

Os suspeitos detidos são maioritariamente originários da Nigéria, Camarões e Espanha, e transferiam o dinheiro para fora da Europa através de uma rede sofisticada de lavagem de dinheiro.

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