No início da semana, a Microsoft revelou a sua nova aposta: um projecto para melhorar a segurança nos computadores pessoais. De nome Palladium, este sistema passará pela criação de uma zona especial no interior do seu sistema operativo Windows onde os utilizadores poderão conduzir as suas transacções electrónicas e armazenar informação importante.



Além de criar um espaço protegido, o "Palladium" - nome dado à nova estratégia de segurança - prevê também a inclusão de tecnologia de gestão de direitos de autor, tornando quase impossível a cópia de ficheiros media digitais.



O Palladium contempla igualmente parcerias com fabricantes de hardware para a criação de uma plataforma segura onde os novos componentes possam correr, exigindo assim que os utilizadores adquiram novos computadores equipados com processadores concebidos para o efeito da Intel ou da Advanced Micro Devices, empresas já envolvidas no projecto, ou de outras companhias que a ele venham a aderir. Mediante o acordo estabelecido, Intel e a AMD irão redesenhar os seus processadores para incluir características de criptografia.



O sucesso da nova estratégia de segurança da gigante do software estará, assim, dependente da adopção massiva de tais dispositivos, visto que estes computadores altamente seguros só poderão trocar informação segura entre eles.



A Microsoft afirmou que a tecnologia não estará disponível nos próximos 18 meses. "Ainda estamos no início do processo", afirmou Mario Juarez, responsável pelo projecto na Microsoft, citado pela Associated Press. "Não irá surgir amanhã de um momento para o outro".



Alguns intervenientes da indústria não escondem o seu cepticismo quanto à nova estratégia da Microsoft. "Se isto funcionar, será a primeira vez na história da informática que tal acontecerá", afirmou Bruce Schneier, um perito em criptografia e autor do livro "Secrets & Lies, Digital Security in a Networked World". "Muitas e muitas encriptações são quebradas a toda a hora porque são feitas de forma incorrecta", afirmou Schneier.



Já David Farber, antigo chefe de tecnologia da Federal Communications Commission por sua vez mostra-se "algo satisfeito" com os planos da Microsoft, mas pretende vigiar o processo de perto para assegurar que a empresa não pretende usar o Palladium para controlar os mercados mundiais de software.



Os apoiantes do projecto afirmam que a tecnologia - disponível como opção na próxima versão do Windows - será capaz de diferenciar software seguro de dados contendo vírus ou outros códigos informáticos maliciosos. A tecnologia poderá ser activada ou desactivada e os clientes poderão armazenar nela parte da informação pessoal do Windows, nomeadamente registos financeiros ou médicos, sendo estes dados encriptados e tornados inacessíveis, até mesmo por outro software que corra no computador.



E uma vez que a informação pessoal será mantida dentro de um espaço especial e ligada a um processador especifico, não poderá ser prontamente armazenada em outro lado, no caso de desastre ou de falha do computador.



Já hoje a revista de tecnologia Red Herring noticia que a empresa de Bill Gates tem vindo a trabalhar, desde o Outono passado num dispositivo que combinará a sua consola de jogos Xbox e os seu vídeo-gravador digital. A revista indica ainda que tal máquina combinada poderá vir a ser lançada durante o próximo ano, com um preço de aproximadamente 500 dólares.



No mesmo artigo, intitulado "Microsoft takes heavy losses on the Xbox", a Red Herring cita uma fonte que lhe terá dito que as previsões internas da Microsoft apontam para que a gigante do software perca 750 milhões de dólares (772 milhões de euros) com a sua consola de jogos durante este ano fiscal e 1.100 milhões ( 1.133 milhões de euros) no decorrer do próximo, findo a Junho de 2003.



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