Os investigadores do MIT estão a treinar redes neurais para detetar objetos em fotografias capturadas em ambientes de elevada escuridão. É explicado que mesmo objetos transparentes, como copos de vinho, em fotografias com boa luz são difíceis de discernir, mas impossíveis de detetar em ambientes muito escuros. Mas a técnica do MIT permite realçá-los.

Para tal, os investigadores desenvolveram um sistema que utiliza rede neural para detetar os objetos na escuridão, procurando padrões de transparências em imagens escuras. O sistema foi alimentado por mais de 10 mil imagens propositadamente escurecidas, com granulado ou mesmo desfocadas, juntamente com as respetivas fotografias corretas do que é suposto apresentar. Depois foi mostrado ao computador uma nova imagem cheia de granulado, que não estava incluída na base de dados inicial, e o sistema aprendeu a reconstruir o objeto transparente que foi ocultado na escuridão.

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Os resultados mostraram aos investigadores que as redes neurais podem ser utilizadas para “iluminar” elementos transparentes das fotografias, tais como tecidos biológicos e células, em imagens capturadas em ambientes com muito pouca iluminação.

O sistema poderá ajudar a indústria fotográfica a melhorar as capturas em ambientes noturnos, embora o objetivo da MIT seja utilizar a tecnologia na medicina. “Nos laboratórios, se expusermos as células biológicas à luz intensa, serão queimadas, e não fica nada para registar em imagem”, refere George Barbastathis, professor de engenharia mecânica do MIT. Por outro lado, acrescenta que se expor um paciente ao raio x, aumenta o risco deste apanhar cancro. Assim, com o sistema de inteligência artificial, os médicos podem capturar imagens em luz reduzida e melhorá-la posteriormente.

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