O volume de dados e o tipo de informação que a Administração Pública tem sobre os cidadãos obriga a cuidados diferentes o sector privado, mesmo comparando com o sector financeiro. Jorge Simão, Public Sector Account Manage, explica em entrevista ao SAPO TEK que pela sua experiência os organismos da Administração Pública sempre estiveram mais despertos para as questões da segurança do que o sector privado, e que como cidadão se sente seguro, mas que o nível de ataques evoluiu e é preciso preparar os sistemas. “Na área da segurança informática a AP tem de ter um perfil distinto”, justifica.

Numa conversa que também abordou o crescimento do investimento na área da computação pessoal e da impressão, Jorge Simão admite que os investimentos que têm sido feitos nos últimos pela AP em segurança nem sempre são visíveis, mas que é preciso reforçar o nível de resposta, que tem de ser mais amplo em face do tipo de ataques que são cada vez mais frequentemente dirigidos ao endpoint, e aos vários dispositivos, desde o desktop ao portátil, telemóvel e até impressoras.

Nos últimos 6 anos este tipo de ataques cresceu 130% e dados da Kaspersky apontam para que nos primeiros seis meses do ano 46% dos ataques a organizações são dirigidos a estes dispositivos.

“A realidade da mobilidade está a chegar à AP, com os organismos a adquirirem mais portáteis, e é preciso proteger estes dispositivos”, avisa, lembrando que se um inspetor das finanças deixar uma máquina no carro e for roubado há informação no dispositivo e acessos que pode conceder aos sistemas centrais.

Jorge Simão explicou ao SAPO TEK que a HP tem uma framework de segurança que passa pela segurança do dispositivo, dos dados no equipamento e pela identidade do utilizador que está integrada em todos os computadores da gama profissional e que é um diferenciador na oferta da empresa. A proteção permite validar alterações na BIOS, tem sistemas de proteção contra phishing com micro máquinas virtuais e sistemas de bloqueio inteligente da sessão quando o utilizador se afasta da máquina.

“Este tipo de soluções de bloqueio inteligente do computador pode ser muito relevante por exemplo num centro de saúde onde o médico ou o enfermeiro não têm de estar sempre a bloquear o computador quando se afastam numa emergência, por exemplo”, refere.

As preocupações de segurança transferem-se também para a área de impressão onde a HP já tem vindo a desenvolver uma série de sistemas que impedem o acesso às cópias por parte de utilizadores não autorizados e também a gestão a nível do ciclo do documento, com encriptação e assinatura digital.

“Não tenho dúvidas de que no próximo ano vamos ter a AP a olhar para o endpoint com preocupações de segurança, exigindo algumas características e valorizando as ofertas que se destacam na aquisição de equipamentos”, sublinha Jorge Simão.

As novas regras da contratação pública podem trazer melhorias nesta área ao permitir fazer a aquisição pela proposta economicamente mais vantajosa e não apenas selecionando o preço mais baixo, admite o responsável pelo sector público da HP em Portugal.

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