A AOL está apostada em reorganizar o seu negócio e decidiu avançar com um software de navegação Web stand-alone próprio que se baseará no Internet Explorer da Microsoft, tal como estava previsto, apesar da ligação à Mozzila, a organização por detrás do Firefox.




O novo browser da AOL irá incluir a adição de algumas funcionalidades como a navegação por grupos de paginas, designada por Tabbed browsing, permitindo aos utilizadores abrirem novas páginas Web sem confundir o ecrã com novas janelas. Este tipo de funcionalidade já existe no Opera e no Firefox, mas ao contrário destes, a AOL irá disponibilizar uma versão mini da página Web, ou uma thumbnail, à medida que os utilizadores fazem scroll sobre o tab.





O browser da AOL também terá ferramentas de detecção de esquemas de phishing e aplicações que permitirão a indexação e pesquisa de ficheiros guardados nos computadores pessoais, este último um tipo de serviço que já conhece anúncios por parte de cada uma das suas rivais Google e Yahoo (ver Notícias Relacionadas).




Além disso, o browser irá integrar várias ferramentas que ajudarão a direccionar o tráfico para os produtos e serviços AOL, aumentando as oportunidades de anúncio. Segundo o adiantado por Kerry Pearce-Parkins, director da AOL Product Management, em declarações à Associated Press, os programas deverão estar disponíveis para download gratuito no início do próximo ano.




A AOL iniciou a sua actividade como um ISP dial-up, distribuindo software que tinha de ser instalado nos PCs e muitas vezes alterava seriamente o sistema operativo. Uma aproximação que, face ao panorama actual, em que as empresas proíbem geralmente os seus funcionários de instalarem software ou em que os utilizadores de banda larga contratam a sua ligação Internet através de outra empresa que não a AOL, já não faz sentido, salientou Pearce-Parkins à AP.




Embora mantenha o pacote tudo-em-um disponível para aqueles que o desejarem, a AOL prefere agora investir no desenvolvimento de um browser stand alone que terá por base o Internet Explorer da Microsoft. Pearce-Parkins afirma que a sua empresa decidiu apostar no IE para que os utilizadores não tivessem que "alterar procedimentos".




O mercado dos browsers continua a ser liderado em larga escala pela Microsoft, embora os últimos dados dêem conta de um ligeiro decréscimo em detrimento do Firefox. Segundo a OneStat.com, a versão mais recente do browser open-source da Mozilla Foundation, lançada há pouco mais de um mês, já ultrapassou os 10 milhões de downloads, fazendo subir a sua quota de mercado dos cinco por cento em Maio, para os 7,4 por cento em Novembro. A OneStat atribui neste momento ao IE uma quota de mercado abaixo dos 90 por cento.




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