A poucos dias do final do ano, continuam a surgir relatos sobre as atividades executadas pela Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA). Desta vez, escreve o Der Spiegel, descobriu-se que a organização pode intercetar a expedição de alguns equipamentos com o objetivo de os colocar sob escuta antes de estes chegarem aos seus legítimos donos.

A ação é alegadamente feita em parceria com o FBI e CIA, outras agências de segurança dos EUA. Além da violação do hardware, em alguns casos a NSA terá inclusive instalado malware nos computadores "novos".

Não é certo qual o perfil das vítimas deste tipo de acesso antecipado, mas são conhecidas algumas ferramentas usadas nestas ações de "acesso bruto". O Cottonmouth, por exemplo, é um dos elementos de hardware usados pela NSA - consiste na implementação de uma porta USB "minada" que garante acesso remoto ao computador.

Escreve o The Verge que até os relatórios dos erros gerados pelo Windows a agência de segurança consegue intercetar. Com esta informação os agentes ficam a saber quais as vulnerabilidades da máquina e conseguem atacá-la de forma direcionada e mais eficaz.

As tecnologias invasivas da NSA funcionam supostamente em vários equipamentos de várias fabricantes de renome, como a Cisco, a Dell, a Seagate, a Western Digital, a Samsung e a Huawei.

Numa votação que o TeK promoveu durante os últimos dias, a esmagadora maioria dos leitores escolheu o escândalo de espionagem da NSA como o tema tecnológico do ano. Durante o dia de hoje, 30 de dezembro, este assunto vai ser explorado de forma mais aprofundada.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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