A CRITICAL Software e a ISQ são as empresas que conseguiram assegurar contratos com o Observatório Europeu do Sul (ESO) para a primeira fase da construção do E-ELT. Os contratos têm a duração de três anos, com opção de extensão até nove e 10 anos, respetivamente, e estão avaliados em perto de 1,5 milhões de euros.

De acordo com as tarefas previstas no contrato, a CRITICAL Software vai fazer análise de requisitos de software dos sistemas de controlo do telescópio e a preparação e execução de testes manuais e automáticos, entre outras.

O ISQ está responsável pela verificação de materiais, peças e produtos finais através de auditorias, vigilância, testes e inspeções independentes, no sentido de apoiar o ESO na Garantia da Qualidade da construção e montagem, junto dos fabricantes das estruturas e dos sistemas mais críticos.

As atividades de ambas, CRITICAL Software e ISQ, decorrerão nas fases de montagem, integração e verificação, em vários países europeus, no Brasil e no local de construção do E-ELT, no Cerro Amazones, uma montanha de cerca de 3.060 metros de altitude, no planalto desértico do Atacama, no Chile.

As duas empresas já tinham colaborado com o ESO, o ISQ em auditorias a outros projetos de telescópios como o VLT (Very Large Telescope) e o ALMA e na revisão de projeto do E-ELT, na perspetiva da Garantia da Qualidade, e a CRITICAL Software num estudo das fases iniciais do projeto do E-ELT.

O futuro telescópio vai ter um espelho principal de 39 metros de diâmetro e capacidade de recolher 13 vezes mais radiação do que os maiores telescópios óticos existentes. O E-ELT será ainda capaz de corrigir os efeitos da distorção atmosférica, e produzir imagens 16 vezes mais nítidas do que o Telescópio Espacial Hubble.

Os registos conseguidos vão permitir à comunidade astronómica internacional estudar os maiores desafios científicos do nosso tempo, como seja a procura de planetas extrasolares semelhantes à Terra, a medição das propriedades das primeiras estrelas e galáxias e o desvendar da natureza da matéria e da energia escura.

Com o início da construção marcado para o início de 2016, o E-ELT vai demorar nove anos até ficar operacional, ou seja, só em 2024 vai começar a fazer as suas primeiras observações.

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