Este sistema robótico submersível, financiado pelo programa de investigação europeu Horizonte 2020, vai estudar e explorar minas terrestres inundadas, com o objectivo final de proporcionar novos cenários que ajudem na tomada de decisões estratégicas ao nível da reabertura das minas abandonadas no Velho Continente.
Na prática, o sistema Explorador Robótico (UX-1) propõe-se fazer um mapeamento 3D da mina de modo a recolher informação geológica que não pode ser obtida de outra forma. Isto porque, geralmente, os segmentos inundados das minas estendem-se até grandes profundidades e o acesso é demasiado perigoso para mergulhadores humanos, sublinha-se num comunicado enviado às redacções pelo INESC TEC, a entidade que participa no projeto por parte de Portugal.
“Para construir esta classe completamente nova de robôs enfrentamos grandes desafios ao nível da investigação, que se prendem não só com a miniaturização e adaptação de tecnologia robótica de mar profundo a um novo ambiente de aplicação, mas também no que diz respeito à exploração completamente autónoma de ambientes complexos e à interpretação de grandes volumes de diferentes dados geocientíficos”, explica José Almeida, investigador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).
Os sistemas vão ser validados em minas com condições exigentes: a mina de urânio Urgeiriça em junho de 2018 (Viseu, Portugal), a mina de feldspato/quartzo Kaatiala em março de 2018 (Finlândia) e a mina de mercúrio Idrija em outubro de 2018 (Eslovénia). A demonstração final terá lugar no Reino Unido, em abril de 2019, com o primeiro estudo da mina de cobre Deep Ecton, submersa quase na totalidade e inacessível há mais de 150 anos.
“Este último teste vai permitir demonstrar a escalabilidade do sistema, pode ser utilizado em missões de pequena ou larga escala, aumentando o número de drones mobilizados e suportando a cooperação de múltiplos robôs em espaços 3D confinados através de processamento sensorial e fusão de dados em tempo real para uma navegação e comunicação fiáveis”, esclarece
o investigador.
No total são 13 organizações de sete países europeus que estão a colaborar com este projeto financiado em cinco milhões de euros pela Comissão Europeia.
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