A Yahoo está a atravessar um processo de reconfiguração profunda: o negócio nuclear relativo aos ativos online vai ser vendido à Verizon por 4,83 mil milhões de dólares e o que sobrar será aglomerado numa entidade gestora de participações (15% na Alibaba, 35,5% na Yahoo Japão) que vai ser batizada de Altaba.

Mas agora a CNN avança que o negócio entre a Verizon e a Yahoo já não vai ser ficar fechado até ao final de março, a data que tinha sido previamente indicada. Citada pela emissora norte-americana, a empresa tecnológica explica que existem ainda algumas condições que precisam de ser acordadas entre as duas partes, pelo que a conclusão do negócio foi empurrada para o período compreendido entre abril e junho.

À parte da explicação oficial, este adiamento pode ser analisado sob outra lente. A Verizon, a maior operadora de comunicações móveis nos Estados Unidos, embarcou no negócio de aquisição da Yahoo em julho passado.

Nessa altura, mal sabia a operadora que dois ataques informáticos – um ocorrido em 2013 e outro em 2014 – dirigidos aos servidores da parceira tecnológica tinham causado a exposição de milhões de dados pessoais dos utilizadores dos serviços online da Yahoo.

Quando, em dezembro, a empresa de Marissa Mayer revelou, por fim, que tinha efetivamente sido alvo de duas incursões começou a especular-se que a Verizon podia mesmo desistir do negócio.

Calcula-se que, no total, os dois ciberataques tenham comprometido cerca de 1,5 mil milhões de contas.

Isso não chegou a acontecer, mas a demora em concluir o negócio pode derivar da hesitação da Verizon em “deitar a mão” aos ativos informáticos da Yahoo.

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