Penso, logo viro o avião. A frase de René Descartes, com a devida transformação, ajuda a explicar da maneira mais simples o projeto que está a ser desenvolvido por um grupo de investigação europeu. Portugal tem uma forte presença assegurada através da Fundação Champalimaud e da Tekever, que no comunicado diz ser a coordenadora do projeto.



O Brainflight é um projeto que está a desenvolver um sistema de pilotagem que apenas precisa dos comandos do cérebro para ser executado.





Apoiados em estudos anteriores de neurociência e neuroengenharia, sabe-se que é possível um neurónio transportar um volume de informação suficiente para ser interpretado como um comando por um computador.



A atividade cerebral vai ser o motor para controlar o avião a diferentes níveis e os primeiros testes já estão a ser realizados, tanto num simulador de alta fidelidade como numa aeronave não tripulada, revela o TechCrunch.



Sete elementos com diferentes níveis de experiência de pilotagem foram sujeitos aos primeiros testes e os resultados preliminares mostram que é possível dirigir um avião só com o cérebro e de forma precisa. A ideia é que no futuro até pessoas com pouco treino consigam pilotar um avião através de comandos cerebrais.



Em comunicado o diretor de operações da Tekever, Ricardo Mendes, considera que estão a ser reunidas condições para mudar o paradigma de como no futuro se vão pilotar aviões.



Além das entidades portuguesas fazem ainda parte do Brainflight a holandesa Eagle Science e a Universidade Técnica de Munique, na Alemanha. Os primeiros resultados da investigação vão ser apresentados em setembro, num evento que vai decorrer na Alemanha.



Nota de redação: foi corrigida a informação relativamente à universidade parceira do projeto


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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