"Olá, desculpe a interrupção mas são 4 da tarde, horas de tomar a medicação da tensão arterial. Obrigada". Esta é a mensagem que um robot pode entregar diretamente a um idoso ou a um utilizador com deficiência, ajudando-o a cumprir o horário da medicação. E o cenário já é possível e foi experimentado no Projeto Living Usability Lab, que desenvolveu soluções inovadoras para melhorar a qualidade de vida de cidadão seniores e utilizadores com dificuldades motoras.

Liderado pelo Centro de Desenvolvimento de Linguagem da Microsoft, o projeto foi financiado pelo QREN e assenta no trabalho de um consórcio que envolve três empresas, dois instituto e duas universidades, contando com mais de mil idosos com deficiência motora, juntas de freguesia e lares de terceira idade e ainda com 25 universidades seniores.

Ao longo de dois anos foram desenvolvidos vários serviços e soluções tecnológicas que pretendem ajudar a monitorização remota de idosos nas suas casas, com sensores que permitem a telemonitorização e o controle de alguns dispositivos (como a iluminação ou as torneiras de água, por exemplo), interfaces facilitados para acesso a funcionalidades de email e a redes sociais - por exemplo - e acompanhamento de exercício físico, no serviço de telerabilitação.



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Foi igualmente experimentada a utilização de um robot, tirando partido da experiência que existe na Universidade de Aveiro com o futebol robótico, introduzindo na interação com o idoso a possibilidade de um robot fazer alertas em relação à medicação ou a outras tarefas rotineiras, como o despertar. Entre as experiências mostradas esta manhã numa conferência conta-se a possibilidade do robot acordar o idoso, dando-lhe o enquadramento em relação ao dia em que está, a hora e a agenda prevista, e ainda aconselhando a que entre em contacto com a família.


Miguel Sales Dias, diretor do centro de investigação e desenvolvimento da Microsoft Portugal, adiantou ao TeK que já está assegurada a continuidade do projeto, com a manutenção de dois nós Living Usability Lab, um em Lisboa e outro em Aveiro. Embora as soluções desenvolvidas sejam ainda experimentais, em beta, o objetivo é iniciar ainda este ano um piloto no terreno, com a Associação Salvador, que envolverá cerca de uma dezena de utilizadores com deficiência motora. A comercialização das soluções desenvolvidas é um cenário que ainda não se coloca a curto e médio prazo.



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Este é um projeto que se integra também com o All4All, que tem ainda um âmbito mais alargado no tempo e que a Microsoft também está a desenvolver com o mesmo propósito de melhorar a qualidade de vida da população sénior.



O vídeo que reproduzimos abaixo mostra uma parte do trabalho realizado no projeto e a sua aplicação.




Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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