Atualmente a gerir mais de 80 sistemas de informação, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) vão reduzir o seu número, incluindo apps e portais transacionais para os cidadãos. A garantia foi dada pelo presidente da SPMS, Luís Goes Pinheiro, numa conferência da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI), considerando que "o cidadão fica perdido numa quantidade de apps e portais transacionais que não conhece nem quer conhecer".

Um dos desejos da SPMS é acabar com o "longo histórico de legado aplicacional que tem consequências" e o "caminho é a redução, com melhoria". De acordo com Luís Goes Pinheiro, a estratégia nos sistemas de informação para os profissionais oferece várias apostas, desde a substituição ou junção de sistemas, à extinção de alguns projetos-piloto.

No que diz respeito às ferramentas para os cidadãos, o presidente da SPMS considera urgente a criação de um acesso omnicanal. O objetivo é garantir um acesso de qualidade, quer para os portugueses que optem por uma chamada telefónica ou por um website do governo. E, por isso, muitas apps e portais transacionais poderão deixar de existir.

"Menos é mais" foi a ideia passada pelo representante da SPMS, que reforçou a prioridade do organismo do Ministério da Saúde para os próximos anos: garantir a inovação e certificar-se que é aplicada naquilo que verdadeiramente interessa. No entanto, mostrou-se descontente com o facto de muitos profissionais de saúde ainda trabalharem com tecnologia que "já não é adequada".

Confiante de que parte do valor do Plano de recuperação para a Europa seja aplicado na reforma de infraestruturas tecnológicas na qual a SPMS pretende apostar, Luís Goes Pinheiro considera fundamental envolver todos os profissionais neste processo. Assim, defende, será certamente mais fácil "introduzir ferramentas mais atuais e modernas".

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