Na visão de João Paulo Carvalho, administrador da software house portuguesa, nos últimos 12 anos “o software externo sugou a maior parte do investimento TIC” realizado no país e por isso tem vários aspetos negativos. Representa uma forte dependência de soluções estrangeiras e em alguns casos torna-nos “reféns de soluções que não funcionam”.  

O responsável da Quidgest refere-se sobretudo à Administração Pública, onde considera que os riscos de comprar em função da marca continuam a ser minimizados, o que privilegia as grandes multinacionais e penaliza as empresas nacionais que concorrem nas mesmas áreas. No caso da Quidgest, o domínio é o do software de gestão.     

Na intervenção com que abriu o evento, este ano dedicado à Inteligência Estratégica, João Paulo Carvalho admitiu que a Quidgest deve assumir um papel mais firme na denúncia destes casos e considerou que “cada importação de software que não conseguimos evitar foi menos emprego que se conseguiu criar”.

Durante o mesmo evento, que ao longo da manhã também debateu a modernização dos serviços públicos, João Paulo Carvalho concretizou as preocupações manifestadas relativamente às escolhas da Administração Pública na área da software com o exemplo do projeto RIGORE - Rede Integrada de Gestão Orçamental e de Recursos do Estado, polémico há anos.

O projeto foi ganho em 2005 pela SAP para adotar uma solução única e normalizada para toda a Administração Pública, que facilitasse a implementação do POCP (Plano Oficial de Contabilidade na Administração Pública) e promovesse a integração dos sistemas locais e centrais.

A Quidgest sublinha que a solução “continua sem provas dadas”, falhou nos objetivos de integração e universalidade, para além de assentar num princípio que conduz à introdução de um monopólio.

 

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