As vendas de tablets deverão começar a superar as de netbooks já a partir de 2012, afirma o último estudo da Forrester sobre o mercado de PCs.

De acordo com a consultora, a tendência deverá ser plenamente afirmada em 2015, altura em que os tablets deverão ser responsáveis por 25 por cento das vendas totais de computadores, enquanto os netbooks não irão além dos 17 por cento.

As estimativas, referentes ao mercado norte-americano, dão conta de um crescimento de 42 por cento nas vendas de tablets durante os próximos cinco anos, passando de 3,5 milhões de unidades comercializadas este ano para 20,4 milhões em 2015. A mesma tendência tinha já sido antecipada este ano por consultoras como a Delloite.

Os resultados esperados devem-se, em grande medida, ao lançamento da Apple, com o iPad a dominar actualmente as vendas do segmento, mas também às novas propostas esperadas pela altura do Natal e no próximo ano, avança o analista de outra empresa de estudos de mercado, ouvido pela eWeek.

Charles King, da Pund-IT, faz notar que vêm aí vários tablets baseados em Android, com o Dell Streak a ser lançado nos EUA no próximo mês e a Google e a Verizon a prepararem um dispositivo em conjunto. Lá mais para o final do ano será a vez da Samsung apresentar o Galaxy Tab e também a HP está a preparar novidades com Android.

"O crescimento os tablets dar-se-á às custas dos netbooks", que têm em comum com estes as principais finalidades, como o acesso a conteúdos media e navegação na Web, com a desvantagem de "não permitirem a sincronização de dados entre vários serviços como o iPad faz", justifica Sarah Rotman, da Forrester, citada no comunicado de imprensa.

A mesma analista afirma ainda que "os consumidores não pediram tablets", explicando que os dados da consultora mostram que as principais características e funcionalidades que os consumidores procuram num PC não são asseguradas pelo iPad, no entanto "a Apple ensinou os consumidores a quererem o novo dispositivo".

Apesar das diferenças ao nível das funcionalidades, a Forrester continua a incluir os tablets no mercado dos computadores pessoais (juntamente com desktops, notebooks e netbooks), para o qual é esperado um crescimento de 52 por cento até 2015.

A dominar estarão os tradicionais portáteis (notebooks), com uma quota de mercado 42 por cento, seguida pelos tablets com os referidos 23 por cento. Aos desktops estará reservada uma fatia de 18 por cento e os netbooks ficam-se pelos 17 por cento.

Embora seja esperada uma quebra nas vendas de computadores de secretária (desktops), de 18,7 milhões de unidades vendidas este ano, para 15,7 milhões em 2015, este segmento continuará a ter um papel fundamental no que respeita a tarefas mais exigentes do ponto de vista do processamento, realçam os analistas.

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