A rede informática da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) não está ligada à Internet, pelo que o malware só pode ter vindo do exterior, ou seja, algum astronauta utilizou um dispositivo infetado, possivelmente USB, e fez com que o vírus se espalhasse por todo o sistema.

A situação foi comentada por Eugene Kaspersky, criador da empresa de software de segurança que leva o seu nome, durante um evento realizado na Austrália. Segundo o responsável de tempos a tempos há referência da existência de "epidemias virais" na ISS.

O primeiro malware a "chegar" à estação espacial terá sido o worm W32.Gammima.AG, em 2008. Desta vez o problema terá sucedido durante a primavera e não foi revelada a sua identificação, nem o seu grau de perigosidade.

O Stuxnet foi uma das hipóteses avançadas por vários meios, que interpretaram o paralelo que Eugene Kaspersky utilizou como exemplo nas declarações aos jornalistas. como o causador de facto, posteriormente negada.

Qualquer que tenha sido a epidemia viral em causa, a intenção é que não se voltem a verificar quaisquer problemas do género, depois de finalizada a migração da rede e computadores da ISS para o sistema operativo Linux, iniciada em maio. Os astronautas estarão neste momento a ter formação sobre como trabalhar e criar programas para Linux.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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