A cada 100 dólares de software legítimo vendido em 2009, outros 75 dólares eram pirateados. As contas estão feitas no mais recente relatório anual da Business Software Alliance /IDC, relativo a 2009, que dá conta de um crescimento de dois pontos percentuais nos níveis mundiais de utilização de software ilegal em comparação com 2008.

Em média, 43 por cento do software usado em computadores em todo o mundo era falso, indica a BSA.

O relatório revela que as perdas mundiais com a pirataria de software superaram os 51,4 mil milhões de dólares (cerca de 32,7 mil milhões de euros), batendo os 50 mil milhões do ano passado, apesar da luta empreendida pela associação e por outras entidades pela protecção dos direitos de propriedade intelectual.

O país com maior taxa de utilização de software pirata é a Geórgia (95%), seguido do Zimbabué, Bangladesh, Moldávia e Arménia. Portugal não figura entre os 30 países com maior taxa de uso de software pirata, tendo nomeadamente registado uma queda de dois pontos percentuais, de 42 por cento para 40 por cento, entre 2008 e 2009.

Os valores apresentados pela BSA estão próximos dos reportados recentemente pela Microsoft, que situava a média nos 42 por cento.

A subida mundial dos níveis de utilização de software ilegal é atribuído maioritariamente ao crescimento do mercado de computadores na China, Índia e Brasil, que em 2009 representaram, juntos, 86 por cento do aumento da venda de PC.

O número de computadores pessoais vendidos no mundo em 2009 cresceu 8,4 milhões de unidades em comparação com o ano anterior. Destes, 7,3 milhões foram vendidas naqueles mercados emergentes.

No entanto, o relatório também destaca o impacto da crise económica mundial sobre o mercado de computadores, que teria caído três por cento em relação a 2008. O facto também terá contribuído para a queda da pirataria em 54 dos 111 países avaliados. Em 38 manteve-se estável e em 19 cresceu.

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