O papel de Nancy Roman como elemento chave para romper com o preconceito que impossibilitava as mulheres de entrarem nos “meandros” da ciência foi inegável. A astrónoma faleceu dia 25 de dezembro último, aos 93 anos, segundo o The Washington Post.

Nascida em Nashville, EUA, era filha de uma professora de música e de um geofísico. Desde pequena que demonstrou grande interesse pela ciência e acabou por se formar em astronomia em 1946, doutorando-se três anos depois. Esteve como investigadora na Universidade de Chicago, mas os problemas causados pela sua condição de mulher motivaram-na a procurar outros desafios profissionais.

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Depois de trabalhar num programa de radioastronomia no NRL (Laboratório de Investigação Naval da Marinha e Corpo de Fuzileiros dos EUA), onde se tornou chefe de secção, a NASA contactou-a e Nancy Roman acabou por ser a primeira mulher a ocupar uma posição executiva dentro da agência espacial.

Durante o tempo que passou na NASA - 21 anos - esteve envolvida no lançamento de observatórios solares e satélites, planeamento de projetos e condução de experiências. Foi contudo a sua colaboração no programa do telescópio espacial Hubble que mais marcou o seu percurso profissional, ao ponto de ganhar o apelido de "mãe” deste poderoso instrumento de observação astronómica.

Colocado em órbita a 10 de março de 1990, na missão STS-31, o Hubble é um projeto conjunto entre a NASA e a Agência Espacial Europeia. Com as suas medições e capacidade para registar imagens, tem contribuído com informação valiosíssima para as teorias sobre a origem e idade do  universo. Anda para se reformar há algum tempo, mas o seu substituto - de nome James Web - ainda não está pronto para assumir as "rédeas espaciais". Enquanto isso as melhores fotos são dele...

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